Nos restos de um naufrágio! Mas a apanharmos furiosamente todas as tábuas que encontramos para construirmos uma jangada e a olhar para o céu, para ver quando surge um pássaro com um ramo no bico que nos indique que estamos próximas de terra firme! E a força com que nos mantemos à tona de água, a forma como lutamos contra as correntes, o desespero com que agarramos as tábuas que vão surgindo à nossa volta, vão-nos dar "músculos" para o que der e vier.
Nem todas as tábuas servem! Agarramos algumas que não prestam, que não encaixam, que têm demasiados buracos, caruncho, que são pesadas, que não conseguimos amarrar. Mesmo no meio do desespero, temos que as largar, que as deixar ir e continuar à procura...
Como todos os náufragos, ansiamos por terra firme, por água doce e é essa ânsia que nos dá ainda mais força para construirmos uma jangada que, por enquanto, nem precisa de leme ou de vela, só precisa de nos manter à tona, fora de água, secas e longe dos tubarões que nos rondam.
E, quando virmos o sacana do pássaro com o ramo no bico, saberemos remar com as nossas próprias mãos, transformar tábuas em remos quando estivermos cansadas, arranjar um leme, seguir na direcção certa e fazer "das tripas coração" para aguentar o pedaço que nos falta para chegar à margem.
Ainda que dentro de água, sabemos manter o coração quente, os braços fortes, as pernas agitadas e assim vamos sacudindo e esquecendo as águas geladas que nos cercam, o que ficou debaixo de água e o que (e quem) deixámos para trás. Sempre à "caça" de tábuas, sempre à procura da melhor solução para as transformar numa jangada que nos leve a uma qualquer praia, a terra firme, onde possamos acender uma fogueira, beber água doce e descansar do naufrágio. Mas sempre à espreita, não vá o sacana do pássaro passar sem o vermos...
Um dia, espero eu, perceberemos porque naufragaram os nossos barcos, porque ficámos as duas no meio dos destroços, porque sobrevivemos e o porquê dos nossos barcos se terem afundado na mesma altura, na mesma área. Temos a "mania" de querer perceber, de querer entender, de arranjar uma explicação para tudo, até para os nossos naufrágios. Se não o conseguirmos agora, vamos consegui-lo mais tarde, quando pudermos olhar para trás, quando não estivermos tão ocupadas a catar tábuas, a fugir dos tubarões, a esquecer que a água está gelada e que não podemos deixar que esse gelo nos pare o coração.
Mas, mais uma vez, sempre à espreita, não vá o sacana do pássaro passar sem o vermos...
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Redundância(s)
Pois muito bem... eu diria mesmo que há coincidências. Até parece que elas existem mesmo (as coincidências, bem entendido)! E há coincidências tão coincidentes que até dá para desconfiar (também sou desconfiada, entre muitos outros defeitos)... hummm, coincidências coincidentes...
Mas, encarando-as (as coincidências) com toda a naturalidade possível e que a estes assuntos deve sempre presidir, não deixo de me sentir um pouquinho honrada com elas. Afinal, tudo tem um propósito na vida (será assim?!), quanto mais não seja, provocar coincidências tão coincidentes.
Ou então, 'tá-me a dar a travadinha e eu preciso urgentemente de tomar as gotas! Também é possível!
Mas, encarando-as (as coincidências) com toda a naturalidade possível e que a estes assuntos deve sempre presidir, não deixo de me sentir um pouquinho honrada com elas. Afinal, tudo tem um propósito na vida (será assim?!), quanto mais não seja, provocar coincidências tão coincidentes.
Ou então, 'tá-me a dar a travadinha e eu preciso urgentemente de tomar as gotas! Também é possível!
sábado, 22 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Caught between a rock...
Recomeça….
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Addicted to Food Network?!
![]() |
| South Park, Season 14, Episode 14 (Creme Fraiche) |
(Mas só tem piada se se vir o episódio todo! É GENIAL! Thanks, Pinguim! ;-))
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Da força das marés
(...) Que raio nos passa pela cabeça para sorvemos uma banalidade literária até à última gota e a ficarmos a saber de cor, quando já a olhámos a todas as luzes possíveis e o neon da nossa imaginação lhe realça todos os sentidos onde se inscreva por hipótese a nossa cara? Porque é nos custa sabermo-nos nas entrelinhas do que o outro escreve, mas teimamos em fazer questão de nos lermos lá uma e outra vez, até darmos por nós no lugar do gato, da mobília, das vírgulas? (...)
(...) Não me cabe a mim explicar-te por á mais bê que estás redondamente enganado, que persistes em escarafunchar a felicidade nos buraquinhos errados e que o vazio que tens aí dentro não se finta assim, do pé para a mão, no dia em que decides escolher outras solidões por companhia e te agarras a elas como uma lapa na aflição da maré vazia. Embora não deixe de ser verdade que todos os Amores (mesmo aqueles que inventamos antes de o serem de facto) são âncoras que nos prendem à razão quando desatamos a derivar com a força desmedida das marés e com os desmandos das nortadas de Verão (que teimam em nos arrepelar os sentidos, da popa à proa).
(...) Não me cabe a mim explicar-te por á mais bê que estás redondamente enganado, que persistes em escarafunchar a felicidade nos buraquinhos errados e que o vazio que tens aí dentro não se finta assim, do pé para a mão, no dia em que decides escolher outras solidões por companhia e te agarras a elas como uma lapa na aflição da maré vazia. Embora não deixe de ser verdade que todos os Amores (mesmo aqueles que inventamos antes de o serem de facto) são âncoras que nos prendem à razão quando desatamos a derivar com a força desmedida das marés e com os desmandos das nortadas de Verão (que teimam em nos arrepelar os sentidos, da popa à proa).
Sofia Vieira - umamoratrevido.blogspot.com
Words cloud
In the midst of great joy,
do not promise anyone anything.
In the midst of great anger,
do not answer anyone 's letter.
Provérbio chinês
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Mas hoje, só hoje
(...) Mas hoje, só hoje
Leva-me para onde vais
Que eu quero dizer-te (...)
Que tenhas a certeza do que queres,
Que seja mesmo o teu "sentir",
Que nada te faça recuar,
Que nada te impeça de seguires o teu caminho,
Que ninguém te demova do que queres,
Mas...
Se persistir uma dúvida,
Se houver a mais pequena indecisão,
Se sentes a mais pequena incerteza,
Se as interrogações te perseguem,
Se ainda te perdes no que "não foi",
Deixa...
Que a dúvida te corroa,
Que as indecisões te envolvam,
Que as incertezas cresçam,
Que as interrogações te apanhem,
Deixa-te perder no que "não foi"...
Leva-me para onde vais
Que eu quero dizer-te (...)
Que tenhas a certeza do que queres,
Que seja mesmo o teu "sentir",
Que nada te faça recuar,
Que nada te impeça de seguires o teu caminho,
Que ninguém te demova do que queres,
Mas...
Se persistir uma dúvida,
Se houver a mais pequena indecisão,
Se sentes a mais pequena incerteza,
Se as interrogações te perseguem,
Se ainda te perdes no que "não foi",
Deixa...
Que a dúvida te corroa,
Que as indecisões te envolvam,
Que as incertezas cresçam,
Que as interrogações te apanhem,
Deixa-te perder no que "não foi"...
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Bumped into this...III
(A woman's heart is like a needle in the bottom of the ocean.)
Provérbio chinês
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
3 frases!
Depois de tanta "cumbersa", vou ter mesmo de aproveitar os 15% de desconto.
"Desempoeirada", mas o resultado está à vista...
E continuo intrigada com a "cena" roxa!
(Comandos à distância, não obrigado! ;-))
"Desempoeirada", mas o resultado está à vista...
E continuo intrigada com a "cena" roxa!
(Comandos à distância, não obrigado! ;-))
Em modo "dúvida"...
Se pegarmos num texto, num mail, num sms, de quem nunca vimos, de quem não conhecemos e o lermos, o que ficamos a saber? O que nos dizem as palavras, amontoadas, alinhavadas, ordenadas por alguém que nunca olhámos, que nunca ouvimos, de quem desconhecemos a(s) história(s), a vida, o sentir? Será que podemos tirar conclusões? Serão essas conclusões certas? Significarão para nós o mesmo do que para quem as escreveu? Querem dizer mesmo o que lemos, ou ficam nas entrelinhas os olhares que não sentimos, as palavras ditas sem a voz e a expressão com que foram escritas (ou ditas)? Esses olhares não vistos, essas palavras não ouvidas e essa ausência de expressões, não valerão nada? Não trarão significados diferentes ao que estamos a ler? O que deixámos por ler nas entrelinhas? Conseguiremos, sem isso, perceber a intenção com que foram escritas? Conseguiremos mesmo ver quem está por trás das palavras escritas? Trará o papel ou o ecrã, a alma, as lágrimas, a raiva, a tristeza, a desilusão que se escondeu por trás das teclas e dos dedos?
E se categorizarmos essa mesma pessoa apenas pelo que lermos? Serão essas categorias correctas? Podemos adjectivar alguém apenas pelo que escreveu? E mesmo que nos informem, que nos contem, que nos confidenciem o contexto, estaremos a ser justos? Poderemos avaliar alguém apenas pelo que nos foi contado e pelo que lemos? Sem a conhecermos, sem termos olhado nos seus olhos, sem lhe termos visto os gestos, o modo, a atitude? Podemos construir uma identidade, uma personagem, uma imagem, mas será correcta, será que se aproxima da realidade? Não estaremos a construir com base nos nossos pressupostos, preconceitos, nos nossos ideais? E será que estes são os mesmos de quem está por trás do texto, do mail, do sms?
E se categorizarmos essa mesma pessoa apenas pelo que lermos? Serão essas categorias correctas? Podemos adjectivar alguém apenas pelo que escreveu? E mesmo que nos informem, que nos contem, que nos confidenciem o contexto, estaremos a ser justos? Poderemos avaliar alguém apenas pelo que nos foi contado e pelo que lemos? Sem a conhecermos, sem termos olhado nos seus olhos, sem lhe termos visto os gestos, o modo, a atitude? Podemos construir uma identidade, uma personagem, uma imagem, mas será correcta, será que se aproxima da realidade? Não estaremos a construir com base nos nossos pressupostos, preconceitos, nos nossos ideais? E será que estes são os mesmos de quem está por trás do texto, do mail, do sms?
...e de repente, assim vinda do nada, sem razão, sem explicação, sem motivo, sem quê nem porquê, a tristeza entra. Instala-se, cresce, invade. Traz com ela a solidão, o peso enorme da solidão, e as saudades do que não tivemos, do que não vivemos, do que ficou por fazer... Saudades do que não houve, do que só nós sentimos, do que só nós esperamos, do que só nós quisemos... Saudades vazias, sem rosto, sem história nem memória, apenas saudades do que nunca chegámos a ter...
De onde nasce esta tristeza, esta solidão, este imenso vazio? De onde nascem as saudades do que não tivemos? Porquê sentir falta do que não tivemos? E vazio porquê, se nunca nos preencheram, se sempre estivemos sozinhos, se nunca estiveram ao nosso lado? Como se sente a falta de alguém que não existiu, não existe e que não tem rosto nem corpo?
Tudo isto tem resposta?! Imaginação?! Ou sonho?! ... ou uma imensa vontade de termos o que não temos, de estarmos onde não estamos, de sermos o que não somos...
De onde nasce esta tristeza, esta solidão, este imenso vazio? De onde nascem as saudades do que não tivemos? Porquê sentir falta do que não tivemos? E vazio porquê, se nunca nos preencheram, se sempre estivemos sozinhos, se nunca estiveram ao nosso lado? Como se sente a falta de alguém que não existiu, não existe e que não tem rosto nem corpo?
Tudo isto tem resposta?! Imaginação?! Ou sonho?! ... ou uma imensa vontade de termos o que não temos, de estarmos onde não estamos, de sermos o que não somos...
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Bumped into this... II
"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos..."
Vinicius de Moraes
Vinicius de Moraes
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
To be or not to be... Married!
Não abomino o casamento. Não sou contra o casamento. Aliás, até já me casei. Ok, também já me divorciei...
Nada tenho contra o casamento enquanto contrato, enquanto "instituição social", que perpetua valores e ideais familiares, aglutinando, por vezes, conceitos díspares e valores diferentes.
Mas...
Não considero é que o casamento seja essencial a uma relação entre duas pessoas (leia-se duas pessoas, independentemente do sexo!). Não é a assinatura de um contrato, ou o comprometimento perante os outros e a sociedade, que fazem uma relação. A relação existe, constrói-se diariamente, trabalha-se, e não é o "casamento" que lhe vai trazer nada de novo. A relação entre os dois membros do "casal" é o essencial, o fundamental, e dela depende em exclusivo a manutenção dessa união. Isto, e o gostarem um do outro, claro! Não é o facto de se ter assinado um contrato que vai ditar a manutenção desse "casal". Pode isso sim, prolongá-la no tempo, tornar mais difícil a separação, ou fazer as pessoas reconsiderar uma eventual separação. Mas essa vontade de manter o "casamento", nasce sempre da relação a dois que está por trás da "instituição". Se essa vontade de permanecerem juntos, de ultrapassarem as dificuldades (momentâneas ou não) não existir, se não houver vontade de trabalhar a relação, a união, se já não gostarem um do outro, se já não existir o desejo de partilha ou ideais em comum, não serão, com certeza, as assinaturas num papel que o farão. Ou esse contrato não deveria prolongar essa "desunião", essa ausência de vontade de partilhar, de continuar a ter uma relação. Por isso existem os divórcios.
E volto ao mesmo: por detrás de um "casamento", tem que sempre existir uma relação e, já agora, que seja "saudável" e "funcional". Funcional no sentido da relação entre os dois, porque o que para mim pode ser "funcional" numa relação, pode não o ser para os outros. O mesmo é válido para o "saudável". Existem relações que, para mim, são completamente disfuncionais, nada saudáveis e, no entanto, a relação funciona e o "casamento" mantém-se porque essa mesma relação, a partilha de ideais, a vontade de continuarem juntos também se mantém: os "indivíduos" funcionam dentro da relação. E estas noções vão mais longe do que a "legalização" da união. Importante é mesmo como as duas pessoas se "sentem" dentro da relação e o que "sentem" um pelo pelo outro. Se para eles funciona e estão bem assim, quem somos nós para dizer que não é saudável ou funcional?!
Se existe uma "boa" relação, "saudável", "funcional", onde se partilham ideias, vontades, sentimentos, onde ambos estão dispostos a trabalhar a relação, a construí-la todos os dias, a ultrapassar as dificuldades diárias, a ajudarem-se mutuamente, isso já não é um casal?! Para mim sim, já é um "casal". Pois, e aqui aparecem os outros, a sociedade, e o "comprometimento" perante ambos. É mais uma vez, para mim, essencial o comprometimento entre os "membros do casal". Mais importante que as presenças na assinatura do contrato, que a visibilidade da "festa", ou do que "legalização" da união (com ou sem "festa"), é o comprometimento que se faz ao outro, a vontade expressa por ambos de, perante o outro, serem um "casal", de terem e manterem uma relação, de a trabalharem, de gostarem um do outro, de continuarem a ter momentos felizes, de partilha, de cumplicidade, no fundo de construírem todos os dias a sua relação.
Sem esquecerem as suas individualidades, porque continuam a ser dois indivíduos distintos, com personalidades e vontades distintas que entram numa espécie de simbiose, com benefícios mútuos e sem perderem as suas características originais. Uma relação não é 1+1=(1). Continua sempre a ser 1+1=(1+1). (Nada tem a ver com matemática, apenas com indivíduos e os parênteses são o sinal de "casal"!)
Podem-me dizer agora, que depois destas "condições" todas reunidas, a oficialização, a legalização da união/relação é o passo seguinte. Certo, e para muitos "casais" é mesmo o passo seguinte. Mas se ambos assim o quiserem, se estiverem dispostos a isso, se acharem que é mesmo o passo seguinte e se precisarem de um "passo a seguir". Para outros "casais", isso pode não ser necessário, essencial ou mesmo importante. Podem, como eu, dar mais valor à relação entre os dois do que à "legalização" da união. Podem achar que a construção diária, o comprometimento diário perante o outro é bem mais importante do que o comprometimento perante os outros e perante o Estado. Mas atenção, esta "importância" não excluí de forma peremptória ou radical, essa "legalização" ou eventual necessidade de dar o "passo seguinte".
Não, não sou contra o casamento. Sou é contra considerar o casamento como "base" de uma relação e/ou manter uma relação (má ou não satisfatória) com "base" no casamento!
(Removi, deliberadamente, os filhos desta equação! Entenda-se equação por relação a dois, única e exclusivamente, subtraindo-se também daqui, a respectiva parentela e grupo de amigos. Deus também foi excluído! A palavra Amor está ausente, mas fica ao critério de cada um encaixa-la no texto.)
Nada tenho contra o casamento enquanto contrato, enquanto "instituição social", que perpetua valores e ideais familiares, aglutinando, por vezes, conceitos díspares e valores diferentes.
Mas...
Não considero é que o casamento seja essencial a uma relação entre duas pessoas (leia-se duas pessoas, independentemente do sexo!). Não é a assinatura de um contrato, ou o comprometimento perante os outros e a sociedade, que fazem uma relação. A relação existe, constrói-se diariamente, trabalha-se, e não é o "casamento" que lhe vai trazer nada de novo. A relação entre os dois membros do "casal" é o essencial, o fundamental, e dela depende em exclusivo a manutenção dessa união. Isto, e o gostarem um do outro, claro! Não é o facto de se ter assinado um contrato que vai ditar a manutenção desse "casal". Pode isso sim, prolongá-la no tempo, tornar mais difícil a separação, ou fazer as pessoas reconsiderar uma eventual separação. Mas essa vontade de manter o "casamento", nasce sempre da relação a dois que está por trás da "instituição". Se essa vontade de permanecerem juntos, de ultrapassarem as dificuldades (momentâneas ou não) não existir, se não houver vontade de trabalhar a relação, a união, se já não gostarem um do outro, se já não existir o desejo de partilha ou ideais em comum, não serão, com certeza, as assinaturas num papel que o farão. Ou esse contrato não deveria prolongar essa "desunião", essa ausência de vontade de partilhar, de continuar a ter uma relação. Por isso existem os divórcios.
E volto ao mesmo: por detrás de um "casamento", tem que sempre existir uma relação e, já agora, que seja "saudável" e "funcional". Funcional no sentido da relação entre os dois, porque o que para mim pode ser "funcional" numa relação, pode não o ser para os outros. O mesmo é válido para o "saudável". Existem relações que, para mim, são completamente disfuncionais, nada saudáveis e, no entanto, a relação funciona e o "casamento" mantém-se porque essa mesma relação, a partilha de ideais, a vontade de continuarem juntos também se mantém: os "indivíduos" funcionam dentro da relação. E estas noções vão mais longe do que a "legalização" da união. Importante é mesmo como as duas pessoas se "sentem" dentro da relação e o que "sentem" um pelo pelo outro. Se para eles funciona e estão bem assim, quem somos nós para dizer que não é saudável ou funcional?!
Se existe uma "boa" relação, "saudável", "funcional", onde se partilham ideias, vontades, sentimentos, onde ambos estão dispostos a trabalhar a relação, a construí-la todos os dias, a ultrapassar as dificuldades diárias, a ajudarem-se mutuamente, isso já não é um casal?! Para mim sim, já é um "casal". Pois, e aqui aparecem os outros, a sociedade, e o "comprometimento" perante ambos. É mais uma vez, para mim, essencial o comprometimento entre os "membros do casal". Mais importante que as presenças na assinatura do contrato, que a visibilidade da "festa", ou do que "legalização" da união (com ou sem "festa"), é o comprometimento que se faz ao outro, a vontade expressa por ambos de, perante o outro, serem um "casal", de terem e manterem uma relação, de a trabalharem, de gostarem um do outro, de continuarem a ter momentos felizes, de partilha, de cumplicidade, no fundo de construírem todos os dias a sua relação.
Sem esquecerem as suas individualidades, porque continuam a ser dois indivíduos distintos, com personalidades e vontades distintas que entram numa espécie de simbiose, com benefícios mútuos e sem perderem as suas características originais. Uma relação não é 1+1=(1). Continua sempre a ser 1+1=(1+1). (Nada tem a ver com matemática, apenas com indivíduos e os parênteses são o sinal de "casal"!)
Podem-me dizer agora, que depois destas "condições" todas reunidas, a oficialização, a legalização da união/relação é o passo seguinte. Certo, e para muitos "casais" é mesmo o passo seguinte. Mas se ambos assim o quiserem, se estiverem dispostos a isso, se acharem que é mesmo o passo seguinte e se precisarem de um "passo a seguir". Para outros "casais", isso pode não ser necessário, essencial ou mesmo importante. Podem, como eu, dar mais valor à relação entre os dois do que à "legalização" da união. Podem achar que a construção diária, o comprometimento diário perante o outro é bem mais importante do que o comprometimento perante os outros e perante o Estado. Mas atenção, esta "importância" não excluí de forma peremptória ou radical, essa "legalização" ou eventual necessidade de dar o "passo seguinte".
Não, não sou contra o casamento. Sou é contra considerar o casamento como "base" de uma relação e/ou manter uma relação (má ou não satisfatória) com "base" no casamento!
(Removi, deliberadamente, os filhos desta equação! Entenda-se equação por relação a dois, única e exclusivamente, subtraindo-se também daqui, a respectiva parentela e grupo de amigos. Deus também foi excluído! A palavra Amor está ausente, mas fica ao critério de cada um encaixa-la no texto.)
domingo, 2 de janeiro de 2011
Os sapatos
Comecei o ano como sempre faço: uma nota na mão e a subir para uma cadeira. Engoli as 12 passas com um único desejo: - Que este seja melhor que o anterior! (Sendo certo que houve quem pedisse mais do que teve este ano... mas como eu não tive nada disso, já nem me atrevo a tais pedidos. ;-))
O 1º dia do ano foi, as usual, com estreias. Mas este ano, inteiramente a Black&Red. Afinal, terminei o ano com uma gaveta de coisas por estrear. Nada melhor que usar o que não foi usado, não estamos em altura de desperdiçar e, pelo menos, o meu espelho e o meu ego agradeceram!
Portantos, um começo Hot & Spicy (ainda me tramo e acabo o ano vestidinha só com básicos, para aprender a não me armar em espertalhona e andar a tentar enganar o destino)!
O 1º dia do ano foi, as usual, com estreias. Mas este ano, inteiramente a Black&Red. Afinal, terminei o ano com uma gaveta de coisas por estrear. Nada melhor que usar o que não foi usado, não estamos em altura de desperdiçar e, pelo menos, o meu espelho e o meu ego agradeceram!
Portantos, um começo Hot & Spicy (ainda me tramo e acabo o ano vestidinha só com básicos, para aprender a não me armar em espertalhona e andar a tentar enganar o destino)!
(Não, não sou só viciada no Black&White! Também tenho uma grande "panca" por Black&Red! Sim, eu sei, post tipíco de "gaja"...)
sábado, 1 de janeiro de 2011
Happy New Year!
(...) making the best of it
playing the cards you get
you're not alone in this (...)
(...) running against the wind
playing the cards you get
something is bound to give (...)
(...) there's hope
A Fine Frenzy - Hope for the Hopeless
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Balanço II
Se foi um ano fodido?! Foi!
Se foi um ano tramado?! Foi!
Mas foi um ano onde mudei (quase) tudo!
O meu balanço?! Foi um ano cheio de guerras, de lutas, muitas lutas: com os outros e comigo mesma. Tive derrotas, chorei, chorei muito, enfrentei muitos medos, muitos fantasmas... mas recuperei muito de mim mesma, reaprendi muita coisa, lembrei-me de como já tinha sido, de como já tinha travado outras lutas e de como as tinha conseguido vencer. E venci-as porque eu tenho cá dentro tudo o que preciso para as vencer... só me tinha esquecido disso. Foi muito bom recuperar esse pedaço de mim!
Tive desilusões enormes, que me atiraram para dentro de buracos escuros, onde não me conseguia mexer, de onde achei que não ia sair, momentos em que me senti a pior das criaturas, a mais miserável à face da terra... Houve dias terríveis, dias em que me arrastei, dias em que não sabia de mim, de tão perdida me senti... tão sózinha me senti... dias em que o abandono crescia cá dentro e nada nem ninguém o afastava...
Mas aprendi a dizer: - Estou no buraco e não sei sair! Estou às escuras e não consigo acender as luzes! E aprender a dizer isto foi o que me permitiu sair dos buracos, acender as luzes e procurar as saídas... De cada vez que tive a coragem de dizer isto, tive a sorte de ser ouvida, e de me darem colo, mimo, abraços, alento, de me dizerem que não estava sózinha, de me secarem as lágrimas com doçura, com paciência, com carinho... Também descobri que nem todas as pessoas sabem fazer isso: mais do que palavras duras ou silêncios, mais do que safanões, mais do que sermões e missas cantadas, foram os abraços, os mimos, a ternura e os colos que tive, que me ajudaram a sair dos buracos. Encontrei isso tudo, por vezes, onde menos esperava, onde menos contava... mas as desilusões de ter procurado onde não devia, de ter pedido ajuda e não ma terem dado, de não me terem percebido, magoaram...
No fim, no último dia do ano, este foi um ano BOM!
Não, não estou triste. Até me sinto contente... e não, não me sinto abandonada! E tenho MUITO, mas MUITO MAIS do que tinha há um ano atrás. Nada está igual ao penúltimo dia do ano de 2009: nem eu, nem os outros, e muito menos as minhas relações com os outros. Sobretudo as minhas relações com os outros! Conquistei muitas coisas este ano, tive muitas vitórias e voltei a apanhar as rédeas da minha vida. Foi um ano de mudanças, dentro e fora de mim... E as mágoas servem para tirar lições, para aprender (ou não!) que não conseguimos tudo o que queremos, mas que se não tentarmos, se não corrermos o risco de nos magoarmos, de nos desiludirmos, nunca saberemos o que (ou quem) estava do outro lado da porta...
Foi um ano de mudanças!
Foi um ano BOM!
(E é aos mimos, aos abraços, aos colos, aos carinhos, à ternura, à paciência (muita) e à doçura que recebi durante todo este ano, que se deve este balanço! Nem sei como vos agradecer... )
Se foi um ano tramado?! Foi!
Mas foi um ano onde mudei (quase) tudo!
O meu balanço?! Foi um ano cheio de guerras, de lutas, muitas lutas: com os outros e comigo mesma. Tive derrotas, chorei, chorei muito, enfrentei muitos medos, muitos fantasmas... mas recuperei muito de mim mesma, reaprendi muita coisa, lembrei-me de como já tinha sido, de como já tinha travado outras lutas e de como as tinha conseguido vencer. E venci-as porque eu tenho cá dentro tudo o que preciso para as vencer... só me tinha esquecido disso. Foi muito bom recuperar esse pedaço de mim!
Tive desilusões enormes, que me atiraram para dentro de buracos escuros, onde não me conseguia mexer, de onde achei que não ia sair, momentos em que me senti a pior das criaturas, a mais miserável à face da terra... Houve dias terríveis, dias em que me arrastei, dias em que não sabia de mim, de tão perdida me senti... tão sózinha me senti... dias em que o abandono crescia cá dentro e nada nem ninguém o afastava...
Mas aprendi a dizer: - Estou no buraco e não sei sair! Estou às escuras e não consigo acender as luzes! E aprender a dizer isto foi o que me permitiu sair dos buracos, acender as luzes e procurar as saídas... De cada vez que tive a coragem de dizer isto, tive a sorte de ser ouvida, e de me darem colo, mimo, abraços, alento, de me dizerem que não estava sózinha, de me secarem as lágrimas com doçura, com paciência, com carinho... Também descobri que nem todas as pessoas sabem fazer isso: mais do que palavras duras ou silêncios, mais do que safanões, mais do que sermões e missas cantadas, foram os abraços, os mimos, a ternura e os colos que tive, que me ajudaram a sair dos buracos. Encontrei isso tudo, por vezes, onde menos esperava, onde menos contava... mas as desilusões de ter procurado onde não devia, de ter pedido ajuda e não ma terem dado, de não me terem percebido, magoaram...
No fim, no último dia do ano, este foi um ano BOM!
Não, não estou triste. Até me sinto contente... e não, não me sinto abandonada! E tenho MUITO, mas MUITO MAIS do que tinha há um ano atrás. Nada está igual ao penúltimo dia do ano de 2009: nem eu, nem os outros, e muito menos as minhas relações com os outros. Sobretudo as minhas relações com os outros! Conquistei muitas coisas este ano, tive muitas vitórias e voltei a apanhar as rédeas da minha vida. Foi um ano de mudanças, dentro e fora de mim... E as mágoas servem para tirar lições, para aprender (ou não!) que não conseguimos tudo o que queremos, mas que se não tentarmos, se não corrermos o risco de nos magoarmos, de nos desiludirmos, nunca saberemos o que (ou quem) estava do outro lado da porta...
Foi um ano de mudanças!
Foi um ano BOM!
(E é aos mimos, aos abraços, aos colos, aos carinhos, à ternura, à paciência (muita) e à doçura que recebi durante todo este ano, que se deve este balanço! Nem sei como vos agradecer... )
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Em modo "gulodice"...
... já comecei nas trouxas d'ovos! Amanhã, por esta hora, já estarei com a "barriguinha" cheia de ovos em fio...e broinhas d'ovos... e ovos moles... talvez uma rodelinha de ananás para desenjoar... vá, pronto, uns bilharacos da minha mãe... e claro, coscorães! Ainda bem que o jantar é bacalhau cozido, se não o meu fígado não ia aguentar!
Decisions under fire
(...) There's so many different worlds
So many different suns
And we have just one world
But we live in different ones (...)
Dire Straits - Brothers in Arms
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Urban Family Christmas Dinner
This "urban family" Christmas Dinner: all of us survived, with laughs and good food, with dinner table alliances, good wine and rational thoughts, still beliving in putting some differences aside, at Christmas Time.
And, like in all the families, some people were missed, but remembered, because they are also a part (a good one!) of this strange "urban family"!
sábado, 18 de dezembro de 2010
Crescer, entender e saber
Vá
Não fale mais, leve o que é seu e só
Vá
Que o sol já vem e com ele outro dia
Vá
Se descobrir,
Vá crescer, entender e saber
O que quer, quem você quer,
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada, para o ego do meu bem,
Quantas você tem? Quantas você faz sofrer?
Seduzindo o mundo, quantas ficam ao seu bel prazer?
Cresça, me deixe em paz, mesmo que eu sofra mais
Agora tudo é seu, amanha serei bem mais feliz
Vá
Se descobrir,
Vá crescer, entender e saber
O que quer, quem você quer,
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada, para o ego do meu bem,
Quantas você tem? Quantas você faz sofrer?
Seduzindo o mundo, quantas ficam ao seu bel prazer?
Cresça, me deixe em paz, mesmo que doa mais
Agora tudo é seu, amanha serei bem mais feliz
Preciso ser mais forte, para não voltar atrás
Aliviando desespero, para adiar o sofrimento
Cresça,
Me deixe em paz, mesmo que doa mais
Agora tudo é seu
Amanhã serei bem mais feliz
Vanessa da Mata - Vá
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
ou dedos num teclado?!
Às vezes tenho ideias, felizes,
Ideias subitamente felizes, em ideias
E nas palavras em que naturalmente se despejam...
Depois de escrever, leio...
Porque escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...
Álvaro de Campos
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Loiça
Tenho cá por casa, uns pratos com defeito que, postos na mesa ninguém diz que são do refugo da V.A.. Mal se percebe quais são, quando misturados com o serviço genuíno. Mas são do refugo. E eu não o escondo. Até prefiro dizer logo de onde vieram, já que houve alguma mestria da minha parte ao escolhê-los, porque os defeitos estão lá, só que muito pouco perceptíveis a um olhar menos atento. Tal como existe mestria ao admitirmos os nossos defeitos. Confesso que demorei algumas horas e várias idas ao refugo da V.A. para conseguir os que tivessem menos defeitos. Foi preciso muita paciência. E algum tempo. Tal como é preciso tempo e paciência para descobrir os nossos próprios defeitos.
É preciso alguma introspecção para reconhecermos os nossos defeitos e alguma coragem para os admitirmos aos outros... Porque, assim como nos meus pratos, eles estão lá, existem... E, por vezes, olhares menos atentos ou desconhecedores, até descobrem defeitos onde não os há, depois de terem sido informados da proveniência dos pratos. Isto dos defeitos tem destas coisas: nada melhor do que conhecer primeiro, antes de apontar... Saber de onde vieram ou que tem defeitos, para quem não conhece é pouco, muito pouco... Antes de apontar defeitos há que conhecer e não apenas confiar no que nos é dito ou sugerido.
Nos meus pratos, se os virarmos ao contrário, os defeitos surgem. Sim, estão na parte de baixo dos pratos... e os nossos defeitos, também são assim: aparecem consoante a posição em que nos põem. Eles estão lá e todos nós os temos, mais ou menos acentuados, dependendo da situação em que estamos, da posição em que nos colocam ou em que nos colocamos.
Só mais uma achega: todos os pratos têm defeito. Todos! Até o serviço completo que tenho e que não é do refugo, tem pratos ligeiramente diferentes uns dos outros: no diâmetro, no vidrado, até mesmo no dourado do rebordo. Defeitos todos temos. Podemos é optar por esconde-los ou pô-los às claras, admiti-los à partida ou deixar que eles apareçam mais tarde. E aqui, eu vou pela letra do Lado Lunar do Rui Veloso:
(...)"Toda a alma tem uma face negra
Nem eu nem tu fugimos à regra (...)
Desvenda-me o teu lado malsão
O túnel secreto, a loja de horrores
A arca escondida debaixo do chão
Com poeira de sonhos e ruínas de amores"(...)
No fundo, o importante é vermos para além dos defeitos, conhecermos ou reconhecermos as qualidades dos outros e as nossas próprias qualidades. E sabermos (re)conhecer quais são os defeitos e quais são as qualidades é grande vantagem...
É preciso alguma introspecção para reconhecermos os nossos defeitos e alguma coragem para os admitirmos aos outros... Porque, assim como nos meus pratos, eles estão lá, existem... E, por vezes, olhares menos atentos ou desconhecedores, até descobrem defeitos onde não os há, depois de terem sido informados da proveniência dos pratos. Isto dos defeitos tem destas coisas: nada melhor do que conhecer primeiro, antes de apontar... Saber de onde vieram ou que tem defeitos, para quem não conhece é pouco, muito pouco... Antes de apontar defeitos há que conhecer e não apenas confiar no que nos é dito ou sugerido.
Nos meus pratos, se os virarmos ao contrário, os defeitos surgem. Sim, estão na parte de baixo dos pratos... e os nossos defeitos, também são assim: aparecem consoante a posição em que nos põem. Eles estão lá e todos nós os temos, mais ou menos acentuados, dependendo da situação em que estamos, da posição em que nos colocam ou em que nos colocamos.
Só mais uma achega: todos os pratos têm defeito. Todos! Até o serviço completo que tenho e que não é do refugo, tem pratos ligeiramente diferentes uns dos outros: no diâmetro, no vidrado, até mesmo no dourado do rebordo. Defeitos todos temos. Podemos é optar por esconde-los ou pô-los às claras, admiti-los à partida ou deixar que eles apareçam mais tarde. E aqui, eu vou pela letra do Lado Lunar do Rui Veloso:
(...)"Toda a alma tem uma face negra
Nem eu nem tu fugimos à regra (...)
Desvenda-me o teu lado malsão
O túnel secreto, a loja de horrores
A arca escondida debaixo do chão
Com poeira de sonhos e ruínas de amores"(...)
No fundo, o importante é vermos para além dos defeitos, conhecermos ou reconhecermos as qualidades dos outros e as nossas próprias qualidades. E sabermos (re)conhecer quais são os defeitos e quais são as qualidades é grande vantagem...
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Tarde de nevoeiro
Isto agora é muito mais giro: estar em casa, entrar no FB e dar de "caras" com um ex-membro do gabinete e puder dizer-lhe: "Eh, tu num tens trabalho?! Ó pá, vai trabalhar!" ;-)
Foi tanta a música, que até parecia uma daquelas manhãs enevoadas no gabinete... mas que foram o embrião de um belo programa de rádio, isso foram...
Sim, porque nós não aguentámos e tivemos que nos meter com ele (via FB)! E levámos de troco, dois ricos beijos nas "ventas"! Virtuais, é certo, mas cheios de boa disposição e muito carinho à mistura...
Foi tanta a música, que até parecia uma daquelas manhãs enevoadas no gabinete... mas que foram o embrião de um belo programa de rádio, isso foram...
Sim, porque nós não aguentámos e tivemos que nos meter com ele (via FB)! E levámos de troco, dois ricos beijos nas "ventas"! Virtuais, é certo, mas cheios de boa disposição e muito carinho à mistura...
É pá, 'tá estranho...
Sim, 'tá estranho! Eu também acho isso, de cada vez que "cá" entro... Nem parece o meu blog!
Mas a ideia era mesmo essa: o mesmo, mas de "cara" reciclada, tipo facelift... 'tá bem, não 'tá de cara lavadinha, branquinho, preto no branco, com laranjas para quebrar a monotonia do black&white...
Pois, 'tá cinzento... sim, eu sei, eu não gosto de cinzentos... continuo a não gostar! Same old me...
Ficou o laranja, para lhe dar graça, cor, aquele "je ne sais quoi", sei lá... olhem, para não ser tudo tão cinzentão... é um facelift onde ficaram algumas rugas...até a foto é a mesma, só com uns efeitozinhos do Photoshop... é, eu ainda gosto muito de brincar com o Photoshop...
Basicamente, tudo na mesma... ou não?!
Mas a ideia era mesmo essa: o mesmo, mas de "cara" reciclada, tipo facelift... 'tá bem, não 'tá de cara lavadinha, branquinho, preto no branco, com laranjas para quebrar a monotonia do black&white...
Pois, 'tá cinzento... sim, eu sei, eu não gosto de cinzentos... continuo a não gostar! Same old me...
Ficou o laranja, para lhe dar graça, cor, aquele "je ne sais quoi", sei lá... olhem, para não ser tudo tão cinzentão... é um facelift onde ficaram algumas rugas...até a foto é a mesma, só com uns efeitozinhos do Photoshop... é, eu ainda gosto muito de brincar com o Photoshop...
Basicamente, tudo na mesma... ou não?!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
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