quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ai, que quando eu penso...I

Há dias em que nos pomos a pensar... Sim, eu sei, costuma ser perigoso... em especial para pessoas como eu, meio loiras e apenas com meio neurónio! Não sou conhecida pela lucidez no que respeita aos meus próprios assuntos: baralho sinais com facilidade, interpreto as cenas à minha maneira, interligo assuntos que, aparentemente nada tem a ver... enfim, um cérebro típico de "gaja" que se põe a analisar os seus próprios problemas: cruza todos os dados, até os mais contraditórios, arranja um emaranhado tão grande de variáveis que ninguém entende, nem mesmo (ou sobretudo) ela própria! Mas adiante, que a análise do cérebro feminino daria "pano para mangas" e não é essa a razão do post!

Ora dei comigo, nos últimos dias a fazer análises "quase" racionais de algumas situações...'tá bem, de uma em especifico... Os últimos acontecimentos da minha vida, trouxeram-me alguma lucidez e de novo a estranha sensação do que eu não quero. Sim, eu sempre disse que não sei muito bem o que quero, porque estamos sempre a mudar, mas que prefiro saber bem o que não quero. Tenho uma noção do que quero, mas sem rigidez, sem ideias pré-feitas ou pré concebidas. Estranho?! Não, até faz muito sentido se se pensar que a nossa vida é um conjunto de interacções com o mundo e com os outros, onde as nossas reacções são, muitas vezes, um produto reactivo a comportamentos de terceiros. O que queremos pode mudar depois de uma discussão, depois de um fracasso, depois de uma qualquer reacção alheia nos ter feito reagir de determinada forma. Já o que não queremos...
Pois é, por norma não mudamos as ideias do que não queremos. As marcas ficaram lá, por vezes ainda doem, por muito que as tenhamos "mastigado" e "digerido" e, quando confrontados com situações similares, na nossa cabeça surge: -  É pá, outra vez não! 'Pera lá, que por aí não quero ir! Uiii, já lá estive e não gostei! Nã... isto não!
Até concedo ir até meio do caminho outra vez, mas a dado ponto, o meu meio neurónio arrepia-se e a minha parte morena adormecida acorda!!! E a sensação do que não quero torna-se impossível de controlar!

Vai daí... Os últimos dias foram passados a analisar o meu retorno até meio do caminho. Atenção, até meio do caminho... para lá de determinado ponto, não avanço. Exactamente porque não quero o mesmo que da outra vez. É a cena do "eu sei o que não quero". Não quero sentir o que já senti, ponto!
Após um duro esforço para manter alguma racionalidade (já que voltar até meio do caminho foi completamente irracional e emocional... sorry, I'm humam, I do own a ♥!) e sentir os arrepios do meu meio neurónio, a ideia do que não quero é a que sobressai do emaranhado de variáveis e do cruzamento de dados contraditórios.

E eu não quero isto outra vez! Same subject, same speech, same feeling in the end... sorry, but no! É mesmo algo que não quero para mim e para a minha vida. Porque já lá estive e não gostei.
Porque, do pouco que sei que quero, sei que isto não é isso! Tenho uma interpretação bastante extensiva e lata do que quero, sem grandes noções pré-concebidas ou sonhos cor-de -rosa, sei bem que o que queremos pode ter que ser ajustável, tenho maleabilidade suficiente para encaixar o pouco que quero dentro da realidade mas... isto não se enquadra e, acima de tudo, não é minimamente próximo das noções do que quero. É mesmo algo que está na categoria rígida e inflexível do que eu sei que não quero!